A humanização da marca

Numa-na-mídia-06Ninguém mais tem muita paciência para conversar com um robô, ter seu problema como apenas mais um. Cada consumidor é único, quer ser reconhecido dessa maneira e se sentir assim. Somos humanos e queremos ser tratados com relacionamentos de afetividade, somos seres movidos por emoções.

Estamos numa era de relacionamentos digitais, com consumidores ávidos e latentes. As marcas do século XXI precisam se adaptar à este novo conceito. No qual a aproximação das pessoas com a marca é através da humanização de suas conversas, uma troca de experiência e histórias. A marca deixou de ser um referencial intocável e sem erros para ser similar à sociedade: com aceitação de seus erros, com humor, temperamento, valores e posicionamento. E seu consumidor exige, cada vez mais, este reconhecimento por parte da marca e o reconhecimento de suas dificuldades, não apenas a ostentação de suas riquezas.

Um dos meios pelos quais podemos perceber esta mudança nas marcas é através das redes sociais, umas das vias mais diretas de conversação e troca entre usuários, consumidores e possíveis fãs de nossos serviços/produtos.

Nestas novas mídias online, sem data de validade, podemos ter acesso a todo o feedback do cliente, além de divulgar nossos produtos/serviços, responder às suas dúvidas. E aí está o maior diferencial desta conversa humanizada, está a grande conquista deste consumidor 2.0, que é exigente, informado muito rápido, e exige da mesma maneira uma resposta imediata. Quando o consumidor deixa um feedback ele quer um retorno humano e não uma máquina lhe respondendo.

Para ser humana a marca precisa ter uma personalidade, saber e reconhecer qual sua essência, sua ideia e sua promessa, assim como seus valores e que causas apoia. Criar uma persona não é difícil, é reconhecer a alma que sua empresa já vivencia, e transmitir ela através de sua comunicação e identificação.

Transparência é a nova cara do negócio, ninguém quer mais máscaras em torno de produtos ou de seus meios de produção. Um dos “truques” pelos quais você como empresa pode usar para humanizar a sua marca é utilizar do storytelling. Contar histórias, compartilhar seus sonhos, os ideias que a empresa almeja construir junto à sociedade, conquista o público. Quem não quer uma luta por causas nobres e pessoas preocupadas com o bem coletivo? Ou mesmo de uma maneira mais simples o compartilhamento de sua estrutura interna, conhecida por poucos, do seu capital humano.

O público se identifica com isso, e esta cartada faz com que você conquiste cada vez mais essa parte humana, não buscamos mais do mesmo, queremos atenção e dedicação.

Empresas são pessoas. E devem criar uma comunidade com a qual terão relacionamento e nesta, sua identidade será compreendida. A humanização deve estar no DNA, começar de dentro pra fora. A marca já não é mais construída ela deverá ser reconhecida.

Bruna Bacin Rauber

Sócia – Numa Negócios Criativos e Cofundadora EntreElas

Artigo publicado na Revista Negócios na Cidade, em setembro de 2014.

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