M. Officer tem 1 milhão boqueado pela justiça por trabalho degradante

Não é a primeira vez que o trabalho escravo se faz presente no mundo da moda no Brasil. Já tivemos vários casos, no país, em que empresas são pegas utilizando mão de obra clandestina/escrava para confecção de produtos de suas marcas.

Grandes nomes já sofreram as consequências por atitudes desse tipo: Zara, Le Lis Blanc, Bo Bô, Cori, Emme, Luigi Bertolli, Ganster, Hippychick, Talita Kume, Grogory, Collins, Pernambucanas, 775, e Marisa. E há dois anos, a folha havia dado o nome de 35 marcas investigadas pela Secretaria de Inspeção do trabalho.

Desta vez, a protagonista da história foi a empresa M5 Indústria e Comércio Ltda, dona da marca M.Officer. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), fiscais encontraram, no último dia 13, um casal de bolivianos que trabalhava há sete meses em uma oficina clandestina no centro da capital paulista, sem qualquer tipo de registro, produzindo peças da marca. No local foram encontrados modelagem, tecidos, notas fiscais e pedidos de serviços da M5 e peças prontas da marca M.Officer.

A 8ª Vara do Trabalho de São Paulo bloqueou R$ 1 milhão da empresa M5 para garantir os direitos de trabalhadores resgatados em condições degradantes. A empresa deverá providenciar a remoção dos trabalhadores para um local que atenda às normas de saúde e segurança.

De acordo com o Fashion Mag, o Ministério Público entrou com a ação, depois que a empresa se recusou a firmar um termo de ajuste de conduta, para dar garantias aos trabalhadores. “A medida judicial se fez necessária, tendo em vista que a M.Officer não se compadeceu com a situação de absoluta vulnerabilidade dos seus empregados, dois bolivianos que produziam exclusivamente para a empresa”, ressaltou o procurador Tiago Cavalcanti.

Unidade M.Officer em São Paulo/SP – Divulgação

Em vista todos esses acontecimentos e sendo cada vez mais frequentes, vale a reflexão sobre a valorização do ser humano perante o consumismo desenfreado. E a importância que o cidadão, além dos órgãos responsáveis, tem de estar atento à conduta das marcas que veste.

Fica um texto pra reflexão.

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